quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Praia. A Beira e o Mar.

                                               
Camisas pintadas a mão.

Essas camisas estão a venda na nova coleção da Loja Artesão da Música lá na Praia da Pipa (RN), veja em onde comprar o endereço e o telefone.

Oxalá Camisa!!

Oxalá, me passe a dôr de cabeça, oxalá!
Oxalá, o passo não me esmoreça;
Oxalá, o Carnaval aconteça, oxalá,
Oxalá, o povo nonca se esqueça;
Oxalá, eu não ande sem cuidado,
Oxalá eu não passe um mau bocado;
Oxalá, eu não faça tudo à pressa,
Oxalá, meu Futuro aconteça
Oxalá, que a vida me corra bem, oxalá!
Oxalá, que a tua vida também;
Oxalá, o tempo passe, hora a hora,
Oxalá, que ninguém se vá embora,
Oxalá, se aproxime o Carnaval,
Oxalá, tudo corra, menos mal

(Madredeus)

Sua saudação é ÈPA BÀBÁ! Simboliza a paz. É calmo, sereno, pacificador; é o criador e, portanto, é respeitado por todos os Orixás e todas as nações. A Oxalá pertencem os olhos que vêem tudo.


Camisa pintada a mão

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Camisa Iemanjá

"Quanto nome tem a Rainha do Mar?
Quanto nome tem a Rainha do Mar?
Dandalunda, Janaína, Marabô, Princesa de Aiocá,
Inaê, Sereia, Mucunã, Maria, Dona Iemanjá.
Onde ela vive?
Onde ela mora?
Nas águas, Na loca de pedra,
Num palácio encantado, No fundo do mar.
O que ela gosta?
O que ela adora?
Perfume, Flor, espelho e pente
Toda sorte de presente Pra ela se enfeitar.
Como se saúda a Rainha do Mar?
Como se saúda a Rainha do Mar?
Alodê, Odofiaba, Minha-mãe, Mãe-d'água,
Odoyá!
Qual é seu dia, Nossa Senhora?
É dia dois de fevereiro
Quando na beira da praia Eu vou me abençoar.
O que ela canta?
Por que ela chora?
Só canta cantiga bonita, Chora quando fica aflita
Se você chorar.
Quem é que já viu a Rainha do Mar?
Quem é que já viu a Rainha do Mar?
Pescador e marinheiro que escuta a sereia cantar.
É com povo que é praieiro que Dona Iemanjá
quer se casar. "

( Pedro Amorim / Paulo César Pinheiro)

Camisa pintada a mão (foto)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Santo Antônio


"É o que se busca, o que se espera, o que se procura na visão do equilíbrio entre virtude e compromisso, na afirmação entre crença e verdade.

É fé o que se quer. É fé o que se vê. A fé dos benditos, das incelências, das festas do Divino, dos 31 dias de maio, do fogo a Santo Antônio, São João e São Pedro, dos meses de Santana. A fé das romarias, das voltas na estátua do Juazeiro, do caminho das procissões, da dor dos penitentes, das danças do reisado. Sagradas, sangradas, seladas, sertanejas. Vidas de fé.

Salve, santo; salve, santa; senhores e senhoras nossas. Das Candeias, do Perpétuo Socorro, das Dores, das Graças. Salve a graça! Salve o sertão e o homem que luta. Salvem-se os que rezam justos, juntos, montados a cavalo, comungando fé, vestindo gibão, coroados com chapéu. Salvem-se todas as missas que sossegam a lida; salve Raimundo Jacó, salve Gonzaga nascido de Januário. Salve o Padre Cícero, padrinho. Salvem-se as santas almas vaqueiras invocadas pelo poder de dona Raimunda de Trindade, parteira e benzedeira.

...A missa de Serrita é pedaço, parte, retalho vivo de fé sertaneja. O todo é cobertura imensa de sentimento espalhado, compartilhado. O todo é lida, roupa, canto, ferro, história. "O sertão está em toda parte". "


Texto de Adriana Victor, Recife, 31 de maio de 2006, do livro Encourados.



Projeto para quadro com vaqueiro.

Acima, camisa pintada a mão, Santo Antônio.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Livros - Os Grandes Companheiros

Resolvi participar dessa brincadeira que alguns blogueiros andam publicando. Conheci esse meme no blog Colheita de Girassóis da amiga Celina, que me enviou o questionário para que eu participasse. Também sou um amante dos livros e por isso é um prazer responder essas perguntas como também ler as respostas dos colegas blogueiros.


1. Existe um livro que você leria e releria várias vezes?


Quando gosto de um livro acabo relendo outras vezes. Muitas vezes nem releio todo, pelo menos alguns capítulos, ou momentos interessantes da narrativa, os quais marcaram mais a minha primeira leitura. Acho que quando um livro é bom você acaba absorvendo mais alguma coisa quando relê. Existem vários que eu citaria que estou sempre relendo. Mas vou citar dois que que fiz releitura nos últimos dias: Vanguarda e Subdesenvolvimento de Ferreira Goulart, que é um daqueles que quanto mais se lê mais se absorve entendimento, e Cartas a Théo - Vicent Van Gogh.


2. Existe um livro que você começou a ler, parou, recomeçou, tentou e tentou, mas nunca conseguiu ler até o final?


Sim, alguns. Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago, que é um livro excelente, mas não consegui ler devidamente porque fiz a besteira de assistir primeiro o filme, aí ficava associando durante a leitura as imagens e os personagens do filme, achei que isso prejudicava a leitura, acabei deixando o livro de lado. No futuro quando não tiver mais lembranças do filme eu volto a lê-lo. E outro foi Do Espiritual na Arte de Wassily Kandinsky, achei de difícil leitura e noutras tentativas acabei descobrindo que não concordava mesmo com suas teorias, por isso não consegui ler.


3. Se escolhesse um livro para ler para o resto da vida, qual seria ele?


Essa é a pergunta mais difícil de responder. Tenho vários livros prediletos por vários motivos. Escolher um para o resto da vida é complicado. Vou responder que qualquer um dos meus prediletos.


4. Que livro você gostaria de ter lido, mas que, por algum motivo, nunca leu?


Grandes Sertões Veredas de Guimarães Rosa, já tive ele em minhas mãos mais de uma vez e não li, por falta de tempo naquele momento. Não me perdôo por isso, mas sempre afirmo que ainda vou ler.


5. Qual livro você leu cuja "cena final" você jamais conseguiu esquecer?


Li muito jovem o Cléo e Daniel de Roberto Freire, e o fim me impressionou muito. Talvez agora nem iria me impressionar, mas me marcou. E recentemente Leite Derramado de Chico Buarque, não porque o final é surpreendente, pelo contrário, o final é óbvio desde o começo do livro, mas foi pela maturadidae e coerência que o livro se encerra que fiquei encantado.


6. Você tinha o hábito de ler quando criança? Se lia, qual tipo leitura?


Lia sim. O primeiro livro na infância foi Reinações de Narizinho do Monteiro Lobato, que ganhei de um primo. E lia muito gibis de Walt Disney e Tex, quadrinhos de faroeste da Bonelli Comics. Até hoje gosto de faroeste e ainda assisto os clássicos antigos do gênero. Na pré-adolescência li o primeiro livro que eu considerava ser de adulto, peguei de um cunhado e me senti um homemzinho por isso, foi O Colecionador de Jonh Fowlers.


7. Qual livro você achou chato, mais ainda assim leu até o final?


On The Road de Jack Kerouac, li todo mais sem entusiasmo nenhum, diferente dos críticos. Acho que li na época errada, questão de geração, sei lá, não gostei.


8. Indique alguns dos seus livros favoritos.


-Diário de Um Ladrão de Jean Genet


-O Ovo Apunhalado de Caio fernando Abreu


-Estorvo de Chico Buarque


-Todos os Nomes de José Saramago


-Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos de Rubem Fonseca


-Memória de Minhas Putas Tristes de Gabriel Garcia Marques


-A Metamorfose e o Artista da Fome de Franz Kafka


-Dali o Bufão Surrealista de Maryle Secrest


São tantos, é melhor parar aqui. Tenho certeza que vou me arrepender de não ter colocado alguns outros, mas vou deixar esses que me vieram na lembrança agora.


9. Qual livro você está lendo agora?


Manual de Pintura e Caligrafia de José Saramago, e estou adorando.


10. Indique outros blogs ou blogueiros para participar desse desafio.


Indico a todos que se interessarem. Posso reencaminhar o meme a quem desejar.


Camisa - Bicho de Pé



Essa camisa eu pintei alguns dias atrás a pedido do Daniel Perroud, baixista da banda Bicho de Pé, inspirada na capa do novo cd deles, cujo título é A Vida Vai. Na verdade é uma nova leitura para o desenho encomendado pra capa.

Para quem não conhece e quer conhecer, escutar os cd's e assistir aos vídeos da banda, aqui vai o link para o site da Bicho de Pé: www.bichodepe.com.br . Lá é possível saber tudo sobre eles e escutar todods os cd's. Vale a pena, a galera manda muito bem, um som de muita qualidade com um vocal delicioso de escutar. É um grupo paulista que compõe e toca música regional brasileira, com ênfase nos ritmos do norte e nordeste, como xote, baião, forró, xaxado, samba, maracatu, e por aí vai. Espero que vocês gostem.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Pintura Popular e Arte Ingênua

Quando falo que faço Pintura Popular Brasileira, tomo como base alguns conceitos que povoam meu humilde conhecimento sobre arte. Um desses conceitos seria a forma teórica de conseguir enquadrar a pintura contemporânea a esse mundo dominado pela cultura Pop, desvinculando-a do elitismo que a acompanha desde os primórdios, e assim colocando-a ao alcance de todos. Mas isso pode ser tratado em outro post, pois neste quero tratar mais profundamente de um conceito mais preciso ligado a cultura e a arte ingênua.

Primeiro, como definir cultura ingênua? Seria uma cultura que além de incorporar valores e idéias amplamente difundidos pela mídia de massa, ainda mistura a isso fantasia, superstições e expressões intensas do inconsciente. É o que se chama, geralmente de cultura popular. É uma cultura complexa, principalmente por expressar não só a atualidade do nosso mundo, como também o misticismo que povoa o mundo que é criado por seus artistas e suas experiências vividas. Quando o pintor se enquadra nessa cultura ele é chamado de primitivo, naif ou ingênuo. Eu diria que sua arte é a pintura popular.

Nessa cultura o artista não assume a posição de intelectual, aquele que possui o conhecimento verdadeiro, embora que em relação a ela, o artista ingênuo é um homem culto por ter o domínio completo de sua expressão cultural e atingir uma totalização dessa expressão que a arte erudita ou intelectualizada raramente consegue.

O artista popular, geralmente é autodidata, e utiliza o experimentalismo, a liberdade dos traços e da composição, valorizando as manifestações populares e o artesanato com seus princípios genuínos e tradicionais. Esse artista não é só encontrado nos meios rurais ou periféricos, também habitam as grandes cidades. Apesar da cultura urbana ou metropolitana muitas vezes destruir, modificar ou sufocar as culturas periféricas, existem pessoas que lá habitam mas que não perdem as suas origens culturais, as quais sobrevivem mesmo modificadas ou influenciadas por elementos oriundos dos grandes centros.

A valorização da arte popular é a valorização de um princípio fundamental da arte, muitas vezes esquecido pela sofisticação estética. A arte popular além de presentear o mundo com sua expontaneidade e sua expressão rica de informações e fantasias, prova que não é erudição que produz arte.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Maracatu Baque Virado

Inspirado na festa da coroação dos reis negros, o Maracatu de Baque Virado ou Nação é uma exclusividade do carnaval pernambucano. O cortejo ao estilo das procissões usa trajes da corte real. A música envolvente e contagiante é tocada com alfaias, tarol, gonguê, ganzás e abês.
Baque Virado, quadro em acrílico sobre tela, 60x30cm.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ele e o Alazão

" Meu povo,

quando eu morrer, coloquem no meu caixão meu uniforme de couro,

meu guarda-peito e gibão com um bonito retrato do meu cavalo alazão.

Não se esqueçam de botar as esporas e o chapéu

com um retrato do cavalo que sempre me foi fiel,

que é p'reu correr com São Pedro nas cavalhadas do céu."

Lino Pedra-Azul


Quadro em acrílico sobre tela, 40x40cm


Vale a pena citar nesse post o livro Encourados - Inventário fotográfico, investigação sonora e registros escritos sobre o vaqueiro e a lida com o gado. Uma bela obra com fotografias de Geyson Magno e textos de Adriana Victor, onde conheci Lino Pedra-Azul e tomei emprestado o texto para acompanhar meu quadro aqui no blog.
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